Henrique Bussacos, empreendedor do The Hub São Paulo e da Tekoha, acaba de contar um pouco sobre o trajeto que percorreu para fazer acontecer suas idéias que geraram novos modelos de negócios.
O Hub, que tem sua sede em Londres e endereços em diversas cidades pelo mundo, quase não conseguiu se concretizar em São Paulo. Bussacos e seu sócio Pablo Handl não tinham como comprovar renda para alugar um espaço para o escritório colaborativo funcionar.
Foi só com a ajuda de amigos que conseguiram juntar dinheiro suficiente para pagar seis meses de aluguel adiantado e pegar as chaves do galpão que hoje abriga o Hub. Depois veio a captação de verba para reformar o local que funcionava antes como escola de yoga. “A gente chamava os interessados no projeto para conhecer o Hub e quando eles chegavam aqui distribuíamos material de construção para nos ajudarem com a reforma”, conta Henrique rindo.
Casa de pé e funcionando a todo vapor, agora, segundo Bussacos, é tempo de pensar e acertar as arestas da gestão do escritório. “Não queremos três pessoas tomando conta do negócio, os membros pagando as mensalidades em dia e ponto final. A idéia é fazer tudo de forma transparente e envolver todo mundo inclusive na tomada de decisões internas”, diz.
Na Tekoha, que comercializa artesanato produzido por diversas comunidades do país, a proposta de descentralização também rege o negócio. “A intenção é criar uma rede ágil e eficiente que possa competir com fornecedores chineses, por exemplo, e que inclua o maior número de produtores possíveis”, explica o empreendedor.
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