Com foco na comercialização virtual de artesanato solidário, a Raízes Artesanato, das sócias Marianne Costa e Mariana Madureira, surge no mercado para desmistificar a premissa de que empresas sociais não dão lucro no Brasil. “As pessoas não acreditam nisso, acham que ganhar dinheiro com algum tipo de negócio social é impossível”, diz Marianne. “Ano que vem começaremos a investir na exportação de produtos. Os estrangeiros valorizam as peças brasileiras, mas tem dificuldade de acesso. Faremos essa ponte”, complementa Mariana.
A grande preocupação da Raízes, entretanto, é promover uma troca justa com as comunidades artesãs. Para tal, as meninas viajaram o Brasil para conhecer de perto a realidade de seus fornecedores. “Queremos saber de suas histórias, contá-las para nossos clientes e entender que tipo de benefício podemos gerar na vida dessas comunidades”, explica Marianne.
Os produtos vendidos por elas levam um tag que conta de forma resumida a origem das peças e dos seus núcleos produtores. No site e nas redes sociais nas quais a Raízes atua, também há espaço dedicado para esses créditos. “Assim conseguimos estabelecer um relacionamento mais estreito com nossos fornecedores. Elas (são na maioria mulheres) se sentem mais valorizadas, percebem que estão sendo reconhecidas. Isso é muito importante”, acredita Mariana.
Outro diferencial da forma de trabalhar das sócias está na forma como adquirem as peças. Diferentemente da maioria das empresas que atuam nesse ramo, elas preferem comprar lotes de mercadoria a vista ao invés de levá-las em forma de consignação. “Quando compramos os produtos damos a oportunidade das artesãs usarem o lucro para reinvestir em produção. A consignação é uma forma muito cômoda para quem está vendendo para grandes centros, mas joga todo o risco para as mãos dos produtores. Isso não é justo”, alerta Marianne.
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